quinta-feira, 13 de agosto de 2009



 (...) Então eu estava triste, mas uma vez ele não era quem eu esperava. Olhando a minha cara de decepção, Rafael se sentou do meu lado. Eu sei. Foi um movimento inesperado, e logo o encarei. Agora sua mão estava no meu rosto, não teve como não sentir um frio na barriga
- Lisa... - disse, penetrando o seu olhar que me fez olhar para baixo - apenas olhe para mim - disse levantando a minha cabeça pelo queixo. Droga. Como podia ser assim? Droga! Como nunca tinha notado como seu sorrisso é lindo. É, Ele agora sorria para mim, e logo minha expressão mudou - isso, eu gosto de te ver sorrindo! - não conseguia dizer nada. Aquela situação estava ótima, pra que estragar as coisas? Mas ele não concordava - Fala pra mim Lisa, você esta bem? 
Por que ele ainda perguntava? Ele mudou minha expressao da agua pro vinho! Era tão obvio! Não queria responder, só queria ficar ali, para sempre. Então foi isso, eu procurei meus principes em todos os lugares, em todos os meninos, quando na verdade ele estava do meu lado, sempre. - Sou tão idiota...- acabei pensando alto. Ele olhou para mim com um longo sorrisso
- Não se sinta, você apenas achou que ele era o certo..
- Quando na verdade o certo era você - pensei alto de novo. Eu tinha que parar com essa mania! Isso não me ajudava nem um pouco! E agora Rafael ria, ele ria de mim!! Me levantei, queria sumir daquele lugar, mas antes que piorasse, se bem que isso é quase impossivel.
- Pára Lisa - disse puxando o meu braço - me desculpe por rir, é que a sua cara depois foi hilaria.
- Já estou me acostumando em ser piada mesmo Rafael - tentei soltar a minha mão
- Piada? Você acha que é alguma piada para mim?
- Sou alguma piada para você? - novamente me vi envolvida pelos seus braços, parecia um mundo paralelo
- Não - e me deu um selinho - tenha certeza - e me deu outro selinho - que você não é uma piada para mim. 
Sorrindo, não pude deixar de sorrir. Mas tinha que me concentrar, ainda me achava uma idiota. E o que eu estava fazendo ali com outro? Não era para eu estar ali, e nem ele. Aquilo não era para estar acontecendo
- Como sou idiota... - e agora ele ria, abraçando a minha cintura com força
- Agora dá para calar a boca e me beijar?
Como negar um pedido desse? Era impossivel. Apenas envolvir meus braços na nuca dele, e o beijei apaixonadamente. (...)

Renata Catel.

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